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Criança de 11 anos sobrevive a ataque de cobra após socorro aéreo da SSP-AM

O Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa) realizou o transporte urgente de uma criança de 11 anos na última terça-feira (3). A vítima sofreu uma picada de cobra da espécie jararaca na comunidade Lindo Amanhecer, situada a 80 quilômetros de Manaus.

O comando da aeronave recebeu o pedido de apoio do Samu e mobilizou imediatamente uma equipe médica para o local. Por essa razão, o trajeto que levaria cerca de sete horas por via fluvial ocorreu em apenas 20 minutos de voo. Consequentemente, a rapidez da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) garantiu que o veneno não causasse danos irreversíveis à saúde da menina.

Atendimento especializado e estabilização

A médica Larissa Câmara acompanhou o resgate e aplicou os primeiros socorros ainda na área rural da comunidade. A criança apresentava quadro de dor intensa e muita agitação, mas a equipe conseguiu realizar o acesso venoso e a medicação necessária rapidamente. Após a estabilização clínica, os agentes encaminharam a paciente diretamente para a Fundação de Medicina Tropical, em Manaus.

Por esse motivo, a estrutura técnica do helicóptero funciona como uma unidade de terapia intensiva móvel para os ribeirinhos. Portanto, a presença do estado nas calhas dos rios torna-se vital para evitar mortes por ataques de animais peçonhentos em regiões de difícil acesso.

Frequência de resgates e o custo do silêncio

Este salvamento representa a terceira ação de grande relevância do Dioa somente no mês de março. O departamento já atuou recentemente no socorro de uma criança ferida por ouriço de castanha e no transporte de um idoso indígena com graves problemas cardíacos. Embora o governo utilize essas ações para propaganda oficial, a frequência desses acidentes revela a fragilidade da assistência médica básica nas comunidades distantes.

Por consequência, a dependência extrema de aeronaves para casos que poderiam ter postos de saúde equipados levanta questionamentos sobre a gestão da saúde pública estadual. A eficiência pontual do resgate não deve apagar a discussão sobre a falta de soro antiofídico em pontos estratégicos do interior do Amazonas.

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