O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá concentra esforços na região de Santana para encontrar Paulo de Oliveira Souza e Lima, desaparecido desde as 15h de quarta-feira. De acordo com o histórico da ocorrência, o homem de 30 anos tentou vencer a nado o canal que separa a Ilha de Santana da Ilha do Farol. Por esse motivo, a força das águas amazônicas superou a resistência física do nadador, que submergiu antes de atingir a margem oposta. Por consequência do chamado imediato, especialistas em salvamento aquático iniciaram as varreduras subaquáticas ainda durante o período diurno. Assim, as equipes retomaram os mergulhos nesta manhã para explorar os pontos de maior pressão da correnteza.
A geografia do trecho escolhido para a travessia é apontada pelas autoridades como um dos principais fatores de risco para banhistas. De acordo com o Major Izídio Junior, o vão entre as duas ilhas possui apenas 60 metros de largura, mas esconde uma profundidade de 20 metros. Por esse motivo, a proximidade aparente das margens engana quem tenta atravessar o local sem o auxílio de embarcações. Por outro lado, este incidente marca a segunda ocorrência grave no mesmo ponto em menos de 60 dias, o que acende um alerta sobre a segurança na área. Assim, o comando dos bombeiros reforça que a profundidade elevada gera redemoinhos e fluxos de água que dificultam qualquer tentativa de flutuação.
Mergulhadores enfrentam baixa visibilidade
As operações de resgate nesta quinta-feira contam com mergulhadores equipados para atuar em ambientes de alta complexidade técnica. De acordo com os profissionais, a turbidez da água do rio Amazonas reduz quase totalmente a visibilidade no fundo do canal. Por esse motivo, os militares utilizam táticas de busca por contato e varredura linear para cobrir o leito do rio de forma minuciosa. Por consequência da profundidade extrema, o tempo de permanência de cada mergulhador no fundo é limitado para garantir a segurança da própria equipe de socorro. Assim, cada metro quadrado do setor onde o homem afundou passa por uma verificação rigorosa por parte dos especialistas.
Atualmente, o grupamento de salvamento mantém a estrutura de busca montada em Santana até que novas evidências surjam sobre o paradeiro da vítima. De acordo com as previsões das marés, a movimentação do rio pode deslocar o corpo para áreas mais distantes do ponto original do incidente. Por esse motivo, as patrulhas fluviais também percorrem as margens das ilhas vizinhas em busca de qualquer sinal do desaparecido. Por outro lado, a Polícia Civil acompanha o caso para oficializar os procedimentos cabíveis junto aos familiares que aguardam notícias no local. Assim, a persistência das equipes de busca reflete o compromisso com o resgate, apesar das condições adversas do Rio Amazonas. Portanto, a corporação pede que a população evite qualquer tentativa de natação no canal do Farol.

