O ressurgimento estratégico de um processo criminal de 2024 contra o influenciador Amaral Comédia nesta quinta-feira (5) levanta suspeitas sobre o uso da máquina pública para calar críticos. A notícia da prisão por suspeita de furto de moto, ocorrida há dois anos, voltou a circular intensamente após o jovem intensificar denúncias contra a atual gestão municipal.
Por essa razão, a divulgação coordenada desses fatos antigos parece uma tentativa desesperada de desviar o foco do verdadeiro problema: o abandono das ruas de Manaus. Consequentemente, a população percebe que o poder público prefere revirar o passado de cidadãos a consertar as crateras que tomam conta da cidade.
Ineficiência crônica e ruas intrafegáveis
As fiscalizações realizadas pelo influenciador expõem diariamente a incompetência da Secretaria Municipal de Infraestrutura e o descaso do Governo do Estado com a malha viária. O cenário em Manaus reflete uma gestão que prioriza o marketing político enquanto os moradores sofrem com prejuízos nos veículos e riscos constantes de acidentes.
Por esse motivo, as críticas contundentes de Amaral Comédia incomodam os gabinetes que ignoram as necessidades básicas das comunidades periféricas. Portanto, o uso de um episódio jurídico de dois anos atrás como resposta às cobranças atuais demonstra a fraqueza argumentativa de quem deveria estar trabalhando pelo povo.
Aparelhamento e falta de respostas técnicas
A gestão estadual e a prefeitura parecem atuar em sintonia apenas quando o objetivo é silenciar vozes dissonantes nas redes sociais. Enquanto o processo de 2024 volta às manchetes, as soluções para o saneamento básico e a segurança pública continuam inexistentes para a maioria dos amazonenses.
Por consequência, a seletividade na exposição de informações criminosas sugere um aparelhamento que visa proteger os interesses dos governantes em vez de garantir a ordem. O cidadão manauara espera que o asfalto chegue com a mesma rapidez com que os dossiês contra opositores são vazados na internet.

