Populares localizaram o corpo de um homem identificado apenas como Rodrigo na manhã desta quinta-feira (12). A vítima estava jogada na Travessa São Raimundo, área pertencente ao bairro Coroado 3, na zona leste da capital. Por essa razão, os moradores acionaram imediatamente as autoridades policiais para isolar o local da ocorrência.
Além disso, a perícia técnica confirmou que o homem apresentava diversas marcas de violência pelo corpo. Consequentemente, o caso passou a ser tratado como homicídio qualificado logo nos primeiros levantamentos de campo.
Indícios de tortura e tribunal do crime
A equipe pericial identificou sinais claros de tortura e espancamento severo durante a análise preliminar do cadáver. Segundo os relatos colhidos no local, integrantes de um grupo criminoso capturaram Rodrigo durante a madrugada para aplicar o chamado tribunal do crime. Por esse motivo, os agressores utilizaram objetos contundentes para desferir golpes fatais contra a vítima de forma cruel.
Da mesma forma, testemunhas afirmaram que o homem possuía o hábito de praticar pequenos furtos na região. Portanto, a linha de investigação principal foca em uma possível retaliação de grupos que controlam o tráfico no bairro.
Localização estratégica do crime
O corpo de Rodrigo apareceu a menos de 15 metros de uma residência abandonada onde ele costumava buscar abrigo todas as noites. A vítima possuía uma idade estimada entre 25 e 30 anos e vivia em situação de vulnerabilidade social nas ruas do Coroado. Por consequência, a proximidade do cadáver com o seu antigo refúgio sugere que a captura ocorreu nas imediações do imóvel.
Adicionalmente, a cena do crime exibia marcas de sangue que indicavam o arrastamento do corpo pela via pública. Em suma, os criminosos escolheram um ponto de visibilidade para deixar o cadáver como um alerta para a comunidade local.
Procedimentos e investigação da DEHS
Agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) iniciaram a coleta de depoimentos para identificar os autores da execução. O Instituto Médico Legal (IML) removeu o corpo para passar por exames mais detalhados que apontem a causa exata da morte. Por esse motivo, os investigadores buscam imagens de câmeras de monitoramento que possam ter registrado a movimentação suspeita durante a madrugada.
Além do mais, a Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre os envolvidos seja repassada via disque-denúncia 181. No entanto, o medo impera entre os residentes, o que dificulta a obtenção de nomes específicos de suspeitos.

