A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta segunda-feira (17/11), em segundo turno, a reforma da previdência dos servidores públicos municipais. O projeto altera a idade mínima e regras de aposentadoria, seguindo agora para sanção do prefeito David Almeida (Avante).
Professores, em greve desde quinta-feira (13), anunciaram que irão ampliar a mobilização contra o chamado “PL da Morte”. Segundo Helma Sampaio, coordenadora do AspromSindical, o movimento continuará até que a prefeitura abra negociações sobre o texto aprovado.
“Vamos realizar ato público na prefeitura amanhã às 8h, buscando impedir que o prefeito sancione esse PL e prejudique ainda mais os servidores e alunos”, afirmou Helma. O comando de greve informou que novas ações incluem acampamento em frente à casa do prefeito e criação de uma comissão permanente para dialogar e contestar vereadores da base aliada.
O professor Victor Hugo Neves destacou que a paralisação seguirá com medidas mais rigorosas, caso não haja negociação. “A greve continua. E vamos radicalizar”, disse.
Na votação, 28 vereadores aprovaram o projeto enviado pelo prefeito, enquanto 10 se posicionaram a favor dos servidores. Os docentes alertam que, sem documentos escolares, o fechamento do ano letivo poderá ser comprometido, reforçando a continuidade da greve.
Servidores se concentraram desde a manhã em atos de protesto, com palavras de ordem como: “Se aprovar, a greve vai continuar”.

