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PM que comandava presídio militar é expulso após fuga em massa de policiais em manaus

O Diário Oficial do Estado publicou, no dia 11 de março de 2026, o decreto de exclusão definitiva de Galeno Edmilson de Souza Jales dos quadros da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A medida, assinada pelo governador Wilson Miranda Lima, surge como desfecho administrativo para o esquema que facilitou a saída irregular de 23 policiais militares do Núcleo Prisional da corporação. Embora fosse conhecido pelo posto de major durante sua atuação na direção da unidade, o documento oficial o identifica como 2º tenente, cargo que ocupava na condição de sub judice desde janeiro de 2017.

O Estopim: Fuga em Massa e Vistoria de Rotina

A crise que selou o destino do oficial estourou no final de fevereiro, durante uma inspeção de rotina no presídio militar localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. Na ocasião, os fiscais constataram a ausência de 23 policiais custodiados, que haviam abandonado a unidade sem qualquer respaldo jurídico ou autorização legal. A investigação apontou que a saída dos presos não foi um evento isolado, mas uma prática que parecia ocorrer de forma recorrente sob a gestão de Galeno.

Prisão e Fundamentação Jurídica

A expulsão fundamentou-se em um acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Antes da exclusão administrativa, Galeno já havia sido preso preventivamente no dia 28 de fevereiro por determinação judicial. Na decisão, o magistrado Luís Alberto Nascimento Albuquerque enfatizou que a conduta do oficial provocou um grave impacto na ordem pública e um forte clamor social devido à quebra de disciplina e segurança.

Desfecho e Situação dos Envolvidos

Com a assinatura do decreto, Galeno perde todos os vínculos com a Polícia Militar. Em relação aos demais envolvidos, dois guardas da unidade prisional chegaram a ser detidos em flagrante pelo Comando da PM no início da crise, mas atualmente respondem ao processo em liberdade após decisão em audiência de custódia. O caso encerra uma trajetória marcada por sérias violações éticas e operacionais dentro da estrutura de segurança do Amazonas.

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