O sistema de energia do Amazonas receberá um investimento pesado em infraestrutura nos próximos meses. Isso acontece porque o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas concedeu a licença para uma nova linha de transmissão. A rede conectará a Subestação Lechuga, em Manaus, até a unidade de Rio Preto da Eva. Desse modo, a estrutura percorrerá mais de 54 quilômetros de extensão pela rodovia AM-010. Além disso, o projeto terá uma potência de 138 quilovolts para atender a demanda crescente da região.
De acordo com o órgão ambiental, a liberação ocorreu após um estudo técnico rigoroso sobre os impactos na floresta. No entanto, a empresa Amazonas Energia precisará cumprir regras rígidas para realizar a instalação. O objetivo principal da obra é aumentar a confiabilidade do fornecimento elétrico para os moradores locais. Por consequência, o reforço na rede deve estimular o setor produtivo e gerar novos empregos nos dois municípios.
Fiscalização exige proteção da fauna e dos rios durante a obra
Apesar do avanço tecnológico, o diretor do Ipaam, Gustavo Picanço, ressaltou que a natureza continua como prioridade. Segundo o gestor, o desenvolvimento precisa respeitar a legislação ambiental de forma integral. Por esse motivo, a licença exige medidas de contenção para evitar o soterramento de igarapés e cursos d’água. Da mesma forma, os operários devem proteger os animais silvestres e descartar o lixo do canteiro de obras corretamente.
Outro ponto importante envolve a regularização dos terrenos atingidos pelo traçado da linha. A concessionária deverá apresentar o Cadastro Ambiental Rural de todas as propriedades transpostas pelo projeto. Além disso, o Ipaam proibiu qualquer desmatamento em áreas de preservação sem uma autorização específica prévia. Assim, o monitoramento constante garantirá que a expansão energética ocorra sem danos irreversíveis ao ecossistema. Portanto, a chegada da nova rede representa um equilíbrio necessário entre progresso urbano e conservação ambiental.

