Moradores da zona sul localizaram o corpo de um homem, identificado preliminarmente como Antunes ou Dere, em uma região de vegetação densa próxima ao Porto do Cimento. De acordo com os peritos que estiveram na Alameda Moreira da Silva, o cadáver exibia ferimentos graves que indicam a prática de tortura antes da morte. Por esse motivo, os criminosos utilizaram o local de difícil acesso como um ponto de descarte para o acerto de contas. Por consequência da gravidade dos fatos, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros iniciou os trabalhos de investigação ainda no matagal. Assim, o cenário reforça a tese de que o crime organizado utiliza a área para execuções sumárias devido à baixa fiscalização e iluminação precária.
Os autores do crime deixaram um pedaço de papelão sobre o peito da vítima com uma mensagem manuscrita que justifica a execução. De acordo com o texto, o homem morreu por colaborar com a polícia e praticar traições contra os integrantes de uma facção criminosa. Por esse motivo, o bilhete detalha que Antunes repassava informações sobre o transporte de entorpecentes e desviava materiais ilícitos do grupo. Por outro lado, a carta encerra com uma ameaça direta a outro indivíduo apelidado de Carlos Mãozinha. Assim, o conteúdo confessional serve como um aviso público sobre as regras impostas pelo tribunal do crime no território. Portanto, a perícia técnica coletou o material para realizar exames grafotécnicos e buscar impressões digitais dos envolvidos.
Facção utiliza redes sociais para espalhar ameaças após crime
A repercussão do assassinato ganhou escala digital após mensagens atribuídas ao Comando Vermelho circularem intensamente em grupos de aplicativos. De acordo com os textos compartilhados, a organização criminosa assume a autoria da morte e promete respostas imediatas contra qualquer tipo de colaboração com as autoridades. Por esse motivo, a expressão “vermes”, usada no bilhete para se referir aos policiais, também aparece nas comunicações virtuais que tentam intimidar a vizinhança. Por consequência dessa estratégia de comunicação, a sensação de insegurança aumentou entre os residentes da Colônia Oliveira Machado nas últimas horas. Assim, o monitoramento das redes sociais tornou-se uma ferramenta essencial para o trabalho de inteligência da Polícia Civil.
Atualmente, o corpo da vítima permanece no Instituto Médico Legal (IML) aguardando o reconhecimento oficial por parte de familiares ou através de exames de DNA. Por esse motivo, as equipes de busca realizam varreduras no perímetro do Porto do Cimento para localizar possíveis armas ou veículos usados na fuga. Por outro lado, nenhuma prisão relacionada ao caso ocorreu até o momento, apesar das diligências efetuadas nos arredores da Alameda Moreira da Silva. Assim, a guerra interna pelo controle de rotas de tráfico na capital amazonense soma mais um capítulo de extrema brutalidade. Portanto, o portal continuará acompanhando o desdobramento das investigações para informar a identificação oficial da vítima e eventuais capturas dos suspeitos.

