A Justiça do Amazonas barrou, nesta semana, todas as tentativas de liberdade para os réus do Caso Djidja Cardoso. Em decisão publicada no dia 19 de dezembro, a juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto manteve o grupo atrás das grades. De acordo com a magistrada, não existem fatos novos que justifiquem a soltura dos investigados neste momento do processo.
Complexidade do processo e negativas da juíza
As defesas de Ademar e Cleusimar Cardoso, além de outros envolvidos, alegaram excesso de prazo na prisão. Entretanto, a magistrada descartou esse argumento devido ao enorme volume de provas e ao número de réus. Além disso, a justiça negou o pedido para Verônica Seixas retirar o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Segundo o tribunal, a gravidade das condutas exige a manutenção das medidas cautelares atuais.
Os acusados enfrentam denúncias por distribuir e usar cetamina de forma indiscriminada em Manaus. As investigações apontam que o grupo utilizava a estrutura de suas empresas para o consumo e venda da substância veterinária. Por causa do risco à ordem pública, a juíza Roseane Jacinto considerou temerária qualquer alteração no regime de prisão atual. Além disso, ela negou pedidos de prisão domiciliar e de autorizações especiais para deslocamentos.
Itens apreendidos e andamento processual
Atualmente, o Judiciário também adiou decisões sobre a devolução de bens e questionamentos contra a Polícia Civil. Essas questões serão analisadas apenas na sentença final do caso. Dessa forma, os réus seguem presos enquanto aguardam os próximos desdobramentos da instrução criminal.

