A Prefeitura de Manaus iniciou a operação de mais de 30 novos radares de fiscalização neste domingo (1º), ampliando significativamente o monitoramento punitivo nas ruas da capital. De acordo com o anúncio oficial, os equipamentos estão espalhados por todas as zonas da cidade, incluindo radares de velocidade, lombadas e detectores de sinal vermelho. Por esse motivo, muitos condutores enxergam a medida como uma clara expansão da indústria da multa, já que o foco parece recair mais sobre a punição financeira do que na educação para o trânsito. Por consequência dessa estratégia, o número de autuações deve disparar nos próximos meses, engordando os cofres públicos municipais sob o argumento da segurança. Assim, o motorista manauara se vê cada vez mais acuado por dispositivos eletrônicos em cada esquina.
Tecnologia inédita e o apetite por arrecadação
O pacote tecnológico inclui, de forma inédita, detectores de eixo que prometem vasculhar o tamanho e o tipo de veículo que circula em áreas restritas. Segundo as informações técnicas, esses sensores vão identificar caminhões e ônibus em dez pontos específicos de grande movimento, como as avenidas Constantino Nery e Djalma Batista. Por esse motivo, a inovação levanta questionamentos sobre a real necessidade desse tipo de vigilância em uma cidade que sofre com buracos e falta de sinalização básica. Por consequência do alto investimento nesses aparelhos, a prefeitura demonstra que prioriza a tecnologia de cobrança em vez de melhorias estruturais na malha viária. Consequentemente, o lucro gerado pelas multas de veículos pesados se torna uma nova e lucrativa fonte de receita para a gestão atual.
Arrecadação disfarçada de segurança pública
A justificativa de reduzir acidentes serve como escudo para a implementação de um sistema que atinge diretamente o bolso do trabalhador manauara. De acordo com o diretor-presidente do IMMU, Arnaldo Flores, a medida busca apenas tornar o trânsito mais seguro e evitar imprudências nas vias. Por esse motivo, o discurso oficial evita mencionar as projeções de arrecadação que esses novos 30 pontos de fiscalização devem gerar para o município. Por consequência da falta de campanhas educativas prévias e eficazes, a instalação dos radares em locais como a Avenida do Turismo e a Avenida das Torres soa como uma armadilha para os condutores desatentos. Assim, a política de mobilidade urbana de Manaus parece estar cada vez mais focada na eficiência da cobrança do que no bem-estar de quem utiliza as vias diariamente.

