No coração da Amazônia, a Polícia Federal (PF) concluiu a Operação Hekurawetaris III, desferindo um duro golpe contra o garimpo ilegal. Entre 22 e 24 de novembro, a PF, com apoio fundamental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), destruiu dez dragas utilizadas na extração ilegal de minério no Rio Boia, no município de Jutaí, interior do Amazonas.
A ação teve como foco a neutralização de práticas criminosas que geram grave ameaça a ecossistemas sensíveis da região. Além das dragas, as equipes de fiscalização inutilizaram diversos outros equipamentos cruciais para a atividade ilegal.
🌊 Degradação e Criminalidade
A intervenção da PF foi considerada essencial devido aos severos e múltiplos impactos ambientais causados pela exploração irregular, conforme alertam os órgãos federais. Entre os principais danos identificados estão:
- Contaminação: Poluição crítica dos cursos d’água (rios e igarapés);
- Desmatamento: Degradação acelerada e irreversível da floresta nativa;
- Segurança: O avanço de atividades criminosas sobre áreas legalmente protegidas e terras indígenas.
🛡️ Defesa dos Territórios Tradicionais
A execução da Operação Hekurawetaris III sublinha a importância da integração entre órgãos federais. A atuação conjunta entre PF, ICMBio e Funai reforça o compromisso do Estado brasileiro em garantir a proteção ambiental e, principalmente, defender a integridade e os territórios dos povos tradicionais na Amazônia.
A Polícia Federal garantiu que as ações de fiscalização e enfrentamento ao garimpo ilegal não serão interrompidas. A PF seguirá com uma atuação coordenada e permanente para preservar áreas sob risco e impedir que as atividades clandestinas voltem a se expandir.
Veja o vídeo da ação:

