Uma complexa ação de inteligência e força policial resultou na Operação Fênix, deflagrada nesta terça-feira (16/12), mirando a estrutura de comando de uma facção criminosa com atuação que transcende as fronteiras estaduais da Amazônia Ocidental.
A ofensiva foi executada de forma coordenada e simultânea nos municípios de Guajará (AM) – distante 1.476 quilômetros de Manaus –, Cruzeiro do Sul (AC) e Porto Velho (RO), demonstrando a estabilidade e a hierarquia do grupo criminoso investigado.
A Estrutura Desvendada
A Operação Fênix é o resultado de uma investigação iniciada em agosto de 2024 pela 69ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Guajará, liderada pelo delegado Adenilson Carlos. O objetivo central era desmantelar uma organização criminosa envolvida em crimes de alta complexidade.
Segundo o delegado Adenilson Carlos, o grupo atuava com uma estrutura hierárquica bem definida, praticando:
- Tráfico e associação para o tráfico de drogas.
- Lavagem de dinheiro.
- Sequestro, tortura e extorsão.
- Homicídios ligados aos chamados “tribunais do crime”.
Os 16 indivíduos presos, com idades entre 19 e 57 anos, ocupavam funções de cúpula e liderança dentro da organização, que mantinha vínculos permanentes e estáveis entre os três estados da região.
Resultado da Operação Conjunta
A Operação Fênix mobilizou uma ampla força-tarefa, reunindo recursos estaduais e federais em uma atuação conjunta inédita que ressalta o foco das forças de segurança no combate ao crime organizado transfronteiriço.
No total, a ação resultou no cumprimento dos seguintes mandados judiciais:
- 16 mandados de prisão.
- 12 mandados de busca e apreensão domiciliar.
- Seis medidas assecuratórias de sequestro de veículos.
A ofensiva contou com o apoio de diversas corporações, incluindo a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), FICCO, Gefron, e as polícias Civil e Militar do Amazonas, Acre e Rondônia, reforçando a importância da Sejusp na integração regional contra o crime.

