Uma equipe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) prendeu Philipe Cabral de Castro, de 27 anos, na noite de sexta-feira (6). O homem, conhecido pelo apelido de “Coofe”, estava foragido da Justiça e caminhava pela rua Nazareth Mesquita, no bairro União.
Os policiais militares realizavam um patrulhamento de rotina na região quando receberam uma denúncia anônima sobre o paradeiro do suspeito. Por essa razão, a guarnição iniciou diligências imediatas para localizar e abordar o indivíduo em via pública. Consequentemente, a ação estratégica resultou na retirada de circulação de um elemento considerado de alta periculosidade.
Tentativa de destruição de provas
O suspeito percebeu a aproximação da viatura policial e iniciou uma tentativa de fuga a pé pelas ruas do bairro. Durante o acompanhamento tático, Coofe quebrou o próprio aparelho celular de forma deliberada antes de ser alcançado pelos agentes da Rocam. De acordo com os policiais, a atitude visava possivelmente a destruição de dados e provas contidas no dispositivo móvel.
Por esse motivo, os militares realizaram a revista pessoal e encontraram porções de entorpecentes e uma quantia em dinheiro com o abordado. Portanto, a conduta do homem reforçou os indícios de envolvimento com atividades ilícitas e ocultação de evidências.
Envolvimento na morte de adolescente
A consulta aos sistemas de segurança confirmou que Philipe possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri. A ordem judicial refere-se à participação dele no assassinato de Gabriel Negrão Oliveira, de 15 anos, ocorrido em dezembro de 2024. O adolescente foi executado cruelmente com 12 disparos de arma de fogo no mesmo bairro onde o suspeito acabou localizado agora.
Por consequência, a prisão representa um avanço importante no esclarecimento deste homicídio que chocou os moradores da zona norte de Manaus. Os investigadores buscam agora confirmar se o preso atuou como executor ou mandante do crime.
Ficha criminal e procedimentos legais
Philipe Cabral possui uma extensa ficha criminal com registros anteriores por tráfico de drogas, homicídio, roubo, receptação e porte ilegal de arma de fogo. Os policiais conduziram o preso até o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para a formalização do cumprimento do mandado judicial e registro do flagrante.
A autoridade policial lavrou o auto de prisão e encaminhou o material apreendido para a perícia técnica da Polícia Civil. Por esse motivo, o homem segue agora para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. A polícia continuará as investigações para identificar outros possíveis comparsas envolvidos na morte de Gabriel Negrão.

